terça-feira, 4 de janeiro de 2011

FELIZ 2011

Que o novo ano seja o futuro que prejetamos em um passado que, para nós, ainda é tão presente..

Que a vida nos sinalize o momento certo para soltarmos as palavras que agonizaram presas...

Que 2011 seja o cabalístico número que espera a numerologia dos nossos pensamentos positivos..

Feliz Ano Novo!

Sobre Cafés e Sofás

Se você não quer que saibam de algo que você fez ou está fazendo, não faça. Se você não deve nada a ninguém, se tem a consciência tranquila, não precisa se esconder. Por quê andar à espreita, pelas sombras, pelos cantos? Assuma seus atos sem machucar ninguém, seja responsável com o sentimento dos outros e siga. Sorria, chore, suspire, lamente, enlouqueça, goze! Mas não esqueça de esquecer de olhar pra trás. Nariz em riste!

O amor é como o café, melhor um novo do que um requentado. Se deixou um velho amor por uma aventura nova, se joga e boa sorte. Nessa hora é ou vai ou racha, não é mesmo? Mas nada de ver que a aventura era loucura e voltar atrás. Que desrespeito! Se tem algo pior que coisa requentada, é o tal do banho-maria. Sim, eu sei que dá medo perder a segurança e o conforto do velho amor. Que nem aquele sofazinho que já tem a forma do teu corpo quando você se deita de ladinho pra ver tv. Ter que refazer esse buraco é trabalhoso demais. É inevitável não lembrar o velho sofá que já te recebia com o formato que você gosta! Mas você trocou de sofá, esqueça-o e siga moldando o novo.


Acho que o lance talvez seja repensar direitinho a troca do seu móvel, achar um jeito de não deixar o café esfriar ou refazer todos os dias o mesmo café! Porque se chega ao ponto de querer trocar, de procurar um novo sofá, mesmo que seja só pra pesquisar os preços, é que realmente há algo que não encaixa mais e não tem remendo que dê jeito. Gosto da idéia de refazer todo dia o mesmo café, é quase como o capuccino em pó, o mesmo capuccino todos os dias, quentinho e gostoso. Com um toquezinho de canela a mais hoje, um creme diferente amanhã. Mas sempre a mesma bebida.

Entre sofás novos e cafés requentados, eu acho que prefiro mesmo é meu velho e bom capuccino e o conforto do meu colchão, que nem é tão velho pra ser trocado, nem tão novo que já não tenha minhas marcas.

Silvia Peralta

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Piegas, Verdades, ou Quimeras?

Estava hoje fazendo exercício físico matinal, escutando diversas músicas "alto-astrasl", quando, de repente, dentre centenas de outras existentes, me vem uma "brega" que dizia mais ou menos assim..:

"Amar é quando não dá mais pra disfarçar, tudo muda de valor, tudo faz lembrar você (...)
Suspirar sem perceber, respirar o ar que é você... Acordar sorrindo, ter o dia todo pra te ver...
O amor surge no coração sem ter licença pra entrar..
Tempestade de desejo, um ECLIPSE NO FINAL DO BEIJO..
O amor te aquece e tira o medo de enfrentar os riscos e se entregar

Amar é envelhecer querendo te abraçar...
Dedilhar no violão uma canção pra te ninar.."

É piegas? É! Vamos combinar.. Mas acho que a coisa do piegas é porque a maioria de nós não tem tempo pra viver amores assim, ou, não se entrega, não se permite viver algo assim, com tamanha entrega...

Eu digo isso porque já vivi as duas situações.. Já evitei esse tipo de euforia, de frisson pra evitar me machucar.. e Já larguei relacionamentos sólidos pra me entregar numa paixão louca..

Não sei, hoje eu acho que muita coisa mudou na vida.. Ok, minha vida profissional continua sendo meu foco principal, o dia-a-dia, as tarefas do cotidiano.. Mas eu me acho só metade sem o amor..

Ahhh será que eu viciei? rs pode ser que sim.. Vivi um amor lindo há bem pouco tempo atrás.. acabou? acho que sim.. Mas foi um efeito do tempo, foi terminando como que por efeito da erosão..

Não falo isso com recentimento.. não mesmo! Agradeço a Deus por ter vivido tudo isso.. Na realidade, o cotidiano que envolveu a pessoa amada que destruiu o que havia entre a gente...

Então.. fica a reflexão.. Queremos sempre mais da vida, mais dinheiro, mais tudo... e esquecemos do amor.. AHHHHH o AMORRRR.. rs Bom seria uma receita pra deixar as paixões intactas pra sempre...

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

É só pra dizer que eu amo tudo o que forma quem vc é. Tudo isso e aquilo, sem mais, sem demoras, sem ressalvas... Amo a verdade e a mentira, mesmo sabendo que ela nem existe {...] Amo quando você promete mas não cumpre. Quando você diz que vai fazer e não faz. Amo até quando você diz que me abraça, e eu nem sinto. Amo sua preguiça, sua intolerância, amo até a falta que sinto de você.. Aliás, a sua ausência é a única coisa tua que se faz presente na minha vida hoje, e isso têm me levado à loucura [...] cada pessoa que chega à porta eu acho que é você, mas, adivinha?, não é.

Mas mesmo assim eu amo. E é daquele jeito que aperta, gela, esquenta, palpita e chora. Que dói no fim do dia e que dá saudade..

Uma vez uma pessoa amada me falou isso aí em cima... com algumas pequenas alterações nesse texto acima.. Engraçado. O mundo Gira. Gira tanto que hoje eu sinto o mesmo por outra pessoa que decidir deixar pela presença constante de sua ausência.

Um salve para a vida! E que o mundo continue girando..

segunda-feira, 17 de maio de 2010

AMARRAS QUE TE LEVA

Toda a tua ausência me escraviza de saudade,
Eu posso sentir as tuas amarras!
E ficar ao longe tentando absorver toda a tua agonia desordenada por
liberdade.

Meu cansaço segue na tua estrada que outrora era tão minha.
E cada lembrança do que fomos me dar a certeza do que ainda podemos ser.
Você me olha, mas não consegue me ver e eu continuo a te ver sem poder te
olhar.

Todo o meu corpo grita por tua pegada mais que perfeita.
Por tuas mãos que junto as minhas se perdiam em curvas desalinhadas
E pelo silêncio que tua boca deixava sobre a minha no cansaço da
madrugada.

Quero a embriaguez do teu cheiro no meu abraço.
Teu calor inconfundível me tomando os espaços.
E tua chegada na confusão do que ainda é tão meu

Te quero, perto!
Mais que perto!
Te quero em mim, ocupando todas as sacadas que ficaram a tua espera.

Quero os teus olhos me olhando de frente.
Teu sorriso a me dizer que seremos pra sempre.
E juntos continuarmos a nossa longa caminhada, com as nossas próprias
amarras.

LAENE RIBEIRO

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Sempre me encontro retraída diante de escolhas.. Mas ainda me impressiona como o novo é irresistível! Não dá pra se apegar ao que se tem, principalmente quando não se vive a plenitude da coisa... Só quando se vive a plenitude não dói escolher, porque, afinal, não se escolhe.. a própria plenitude se encarrega de excluir todo o resto.. a plenitude, em si, já sobra, já se traduz em excesso..

Porque escolher? As escolhas deveriam ser proibidas.. deveríamos poder viver tudo, sempre, a toda hora... Poder conhecer a nós, aos outros, às coisas do mundo sem restrições..

Mas, diante das escolhas o novo me instiga, me provoca e me aguça os sentidos.. como vou saber valorar se não conheço o inédito? Prefiro arriscar se o meu faro apontar que está na hora de mudar.. prefiro um arrependimento colorido do que uma realidade monocromática, em branco-e-preto...

Inesperado

Eu fujo do óbvio
mas o ordinário tende a me perseguir
ela está em tudo em que se vê, que se sabe
em que se produz e se re-produz
é sempre o óbvio, comum,
o esperado


Fugir do mesmo é procurar seu espaço
é abir o chão, o céu
em busca de um novo horizonte
viver loucuras e devaneios aos montes
é por cor em tudo que jaz monocromático

Odeio viver no automático
reprodizindo rotinas
seguindo um padrão
Prefiro apostar no novo
contar com o acaso
esperar o inesperado, sempre!
me surpreender a cada esquina
viver livre, solta, uma menina
ter consciência que só o fato de ser
já proporciona felicidade
e que nada existe depois dessa felicidade
somente a VIDA

Isabelle Martins

sábado, 26 de dezembro de 2009


Ela era muito jovem, jovem a ponto da viçosidade da pouca idade ainda dar sustentação aos seus pensamentos. Pensava, de maneira desconcatenada, como faria pra se encaixar naquele mundo, porque, do seu ponto de vista, achava que tudo estava fora de lugar. Era aquela sensação que arrebata os privilegiados da pouca idade, ela sabia que estava tudo errado, discordava de tudo e sabia que a mudança era necessária, todavia, não sabia como nem por onde começar. Adorava ler, e tentava, com afinco, entender o mundo, mas como a vida ainda estava toda pela frente, sempre cogitava uma revolução, afinal, não concordaria em viver no mesmo carrossel de erros.

Então, andava em calças largas em si, e não se deixava cortar para nascer de novo. Era única e forte, e sonhava com o futuro. Adorava os sons que cantavam sua luta e sempre andava junto com os seus, também subversivos ao tempo vigente.

Todavia, o tempo não perdoa jamais, e a consciência, velha armadilha do tempo, aliada a outros fatores amigos seus, como o cotidiano, a responsabilidade, a cobrança e a expectativa fizeram da garota de tranças e ideiais fortes, mais uma cidadã contribuinte.Hoje, não mais calças largas, não mais dispende seu tempo projetando mudanças globais, e, como todos os cidadãos que pretendem entrar na roda da vida, gasta seu precioso tempo fazendo projetos pessoais, trabalhando exaustivamente e preocupando-se menos com o mundo.

Deixou meio de lado seus ideais sempre coletivos por uns individuais. Reduziu seu quadro de atuação. Mudou de profissão, e hoje gasta seus dias em fóruns e tribunais defendendo o interesse daqueles que podem lhe adoçar a boca no fim da labuta. Quanto a sua aparência, essa também nem de longe lembra a menina que sonhava com a metamorfose. Segue padrões, se atualiza e não enfrenta algo que possa deslocada do carrossel de erros.

Fraquesa? Responsabilidade? Falta de crença nos ideais? Pra falar a verdade, ninguém sabe onde a coisa se perdeu. O mundo cruel se encarrega de mudar as pessoas antes que elas o mudem. Mas, se assim não for, ele te castiga, te tira da roda, te priva de tudo e te faz um zumbi, símbolo da contracultura.

Não sei, não sei... esses dias me deu saudade das calças largas e dos ideais sonhadores daquela menina.