Se você não quer que saibam de algo que você fez ou está fazendo, não faça. Se você não deve nada a ninguém, se tem a consciência tranquila, não precisa se esconder. Por quê andar à espreita, pelas sombras, pelos cantos? Assuma seus atos sem machucar ninguém, seja responsável com o sentimento dos outros e siga. Sorria, chore, suspire, lamente, enlouqueça, goze! Mas não esqueça de esquecer de olhar pra trás. Nariz em riste!
O amor é como o café, melhor um novo do que um requentado. Se deixou um velho amor por uma aventura nova, se joga e boa sorte. Nessa hora é ou vai ou racha, não é mesmo? Mas nada de ver que a aventura era loucura e voltar atrás. Que desrespeito! Se tem algo pior que coisa requentada, é o tal do banho-maria. Sim, eu sei que dá medo perder a segurança e o conforto do velho amor. Que nem aquele sofazinho que já tem a forma do teu corpo quando você se deita de ladinho pra ver tv. Ter que refazer esse buraco é trabalhoso demais. É inevitável não lembrar o velho sofá que já te recebia com o formato que você gosta! Mas você trocou de sofá, esqueça-o e siga moldando o novo.
Acho que o lance talvez seja repensar direitinho a troca do seu móvel, achar um jeito de não deixar o café esfriar ou refazer todos os dias o mesmo café! Porque se chega ao ponto de querer trocar, de procurar um novo sofá, mesmo que seja só pra pesquisar os preços, é que realmente há algo que não encaixa mais e não tem remendo que dê jeito. Gosto da idéia de refazer todo dia o mesmo café, é quase como o capuccino em pó, o mesmo capuccino todos os dias, quentinho e gostoso. Com um toquezinho de canela a mais hoje, um creme diferente amanhã. Mas sempre a mesma bebida.
Entre sofás novos e cafés requentados, eu acho que prefiro mesmo é meu velho e bom capuccino e o conforto do meu colchão, que nem é tão velho pra ser trocado, nem tão novo que já não tenha minhas marcas.
Silvia Peralta
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
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